Pokémon: Red Green Blue #2
Apesar de a lógica dos anos 90 ser a de que videogame era coisa de menino - algo que a própria Nintendo reforçava com seus Game Boy e Virtual Boy -, Pokémon sempre reconheceu o potencial do público feminino. Ainda que os primeiros jogos não apresentassem a opção de partir numa jornada como uma Treinadora, duas artes oficiais - uma por Ken Sugimori para o guia de estratégias oficial dos primeiros jogos, lançado entre 1996 e 1997, e outra por Emiko Yoshi para o livro de recortes e dobraduras Pokémon Craft DX - pareciam indicar que isso fez sim parte dos planos da Game Freak em algum momento. Enquanto a maioria das outras mídias relacionadas à franquia continuaram a ignorar a existência dessa Treinadora, criando novas personagens (como Hazel para o mangá Pocket Monsters PiPiPi ★ Adventures) ou selecionando outras meninas dos jogos para serem suas protagonistas (Misty para o anime), Hidenori Kusaka e Mato decidiram trazê-la à vida nas páginas de seu Pocket Monsters SPECIAL!






