Ei, ei! Mais rápido que o usual trago a segunda review em sete dias! =DD
Boa leitura!
#XY023/#826
– A
Conexão
da Aurora! Amaura e Aurorus!!
Caro,
leitor, a essa altura você provavelmente já sabe disso, mas perdoe
este pseudo-blogueiro por atestar o óbvio: o mundo Pokémon é
bizarro. E não me refiro à genética forte que só parece afetar as
mulheres Joy e Jenny ao redor do mundo – e aos Don George de Unova
–, que não define só sua aparência física, e também seus
futuros. Veja bem, este é um universo em que pessoas e Pokémon
vivem juntos há milênios, mas parece que só agora os cientistas
decidiram estudar essas criaturas – deviam estar muito ocupados
antes pensando em como prender esses monstros, que podem chegar a
14,5 m (WAILOOOOORD), dentro de objetos que não devem possuir mais
que 10 cm. O "renomado" pesquisador Prof. Carvalho já é um idoso e, mesmo com supostos anos de pesquisa, gritava aos sete ventos (cantava também, na versão japonesa
=P) que existiam 150 Pokémon – nem vamos comentar o fato de que
quando criança ele havia ao menos passeado por Johto. Em todos esses anos, o
anime nunca conseguiu fornecer uma explicação coerente para o
surgimento de novos Pokémon – e dificilmente conseguirá. Os jogos
conseguem até certo ponto – os próprios Pokémon Iniciais de Johto e Togepi
são chamados de novas descobertas em Gold & Silver, mas e
os outros quase 100 bichos da região? Às vezes é simplesmente
impossível conciliar interesses comerciais com lógica narrativa.
Entretanto, se tem
uma coisa que parece fazer sentido no anime é a história dos
Pokémon fósseis. Veja bem, a primeira vez que eles apareceram foi
em “O Ataque dos Pokémon Pré-Históricos”, em que Ash e cia
acharam Pokémon que deviam estar extintos muito vivos dentro de uma
caverna onde estiveram adormecidos por séculos. Logo, eles fizeram a
descoberta pública quando Ash foi pego por Aerodactyl e levado aos
céus. Entretanto, o caso foi declarada pela Policial Jenny –
claaaaaro, quem mais? – como só um grande sonho coletivo causado
pela canção do hoje muito esquecido Jigglypuff, mas ela não
enganou o garoto de Pallet e seus amigos. As coisas não pararam por
aí, já que pouco depois o fotógrafo Pokémon Todd Snap ficou famoso
por ter tirado uma foto da aparição raríssima do tal Aerodactyl –
na sua cara, Jenny! Mais tarde, tivemos alguns outros casos curiosos:
durante a filmagem de um documentário numa ilha do Arquipélago
Laranja, os fósseis adormecidos de um bando de Kabuto despertaram sob
o luar vermelho (A Revolta dos Fósseis!) e depois a descoberta da
existência de Omanyte e Omastar ainda vivos num poço subterrâneo
das Ruínas do Alph em Johto (Parque dos Pokéssauros). Provavelmente nenhum dos casos foi amplamente divulgado.
Presentes
nos jogos desde a I Geração, foi somente em Advanced Generation
que surgiu a primeira máquina capaz de ressuscitar fósseis no
anime! No especial “Ressuscitando o Aerodactyl!”, Gary, agora um
Pesquisador, apresentou a seu avô a máquina que ressuscita Pokémon
extintos através do DNA encontrado em seus fósseis. Pouco depois,
Ash e cia conhecem o Professor Proctor, que também descobriu como
trazer Pokémon extintos de volta à vida usando o código genético
encontrado em seus fósseis, porém focando naqueles encontrados na
região de Hoenn, mas decide manter isso em segredo temendo que as
pessoas possam perturbar a paz desses Pokémon trazidos de volta a
esse mundo (Onde Está Armaldo?). Entretanto, quando Ash chega à
região de Sinnoh, as informações já parecem ter se espalhados com
laboratórios nas Cidades de Oreburgh (Selvagens nas Ruas!) e
Canalave (Casos de Família!) dedicados à pesquisa e ressurreição
de Pokémon extintos, e a tecnologia voou até a região de Unova,
onde novas descobertas também foram feitas, ainda que o episódio
“Archeops no Mundo Moderno!” arruíne todas elas =P
Então
é apenas uma progressão dentro do anime quando nossos heróis,
ainda na Cidade de Ambrette, reencontram Alexa depois de uma sessão
de treinamento (muito boa, mas muito curta) e descobrem que há mais no local do que
praia. A jornalista viajou até a cidadezinha para averiguar de perto
a descoberta de dois novos Pokémon: Amaura e Aurorus, ambos
recentemente restaurados de fósseis no Laboratório do Fóssil (Fossil Lab) da cidade. Se eu não dava nada pelo
episódio por sua prévia – parecia ser só um episodiozinho
clichê chatinho –, mas Akemi Omode (a mesma de “Deixe Tudo com a Serena!?
A Selvagem Corrida Rhyhorn!) é bem-sucedida ao conseguir fazer com que nos importemos com os monstros de bolso. Ao ver Amaura se comportando como
um daqueles irresistíveis cachorrinhos filhotes que nos conquistam
de primeira – mas em tamanho de dinossauro bebê =P –, minha vontade imediata era de
me unir a Ash e aos demais e brincar na neve com o Pokémon também.
Uma
coisa que chamou muito a minha atenção é como Omode se preocupa em
tornar tanto Amaura quanto Aurorus Pokémon muito especiais e
cria, logo nos primeiros momentos, diálogos que são fundamentais
para a construção do clímax na segunda metade do episódio, mas de
forma bastante natural. Por muitas vezes, para facilitar a lógica da
captura e manutenção de certos Pokémon, o anime desconsidera
algumas das suas características muito únicas descritas pela
Pokédex, geralmente aquelas que os limitam a um certo ambiente ou a
um estilo de vida muito específico – afinal, não seria NADA
legal ver um Slugma endurecendo como pedra por ter seu corpo esfriado
com um Jato d'Água ou por simplesmente estar longe de um vulcão né
–, mas a roteirista não tem medo de estabelecer limites
para a vida de Amaura aqui, afirmando que o Pokémon fica
condicionado a viver apenas sob temperaturas muito frias – algo que
as Pokédexes de X & Y não atestam. Além disso, é também
dito que ele é um Pokémon muito amigável por ter vivido em uma
região onde praticamente não havia predadores – algo que a
Pokédex de Pokémon Y também diz.
Esses
detalhes ajudam e muito a tornar o novo plano da Equipe Rocket uma
ameaça de verdade desta vez – nossa e logo depois de eu achar que
os vilões estavam caindo de novo num padrão repetitivo e nada
marcante –, nem tanto pelos vilões em si, mas justamente por causa
das características do Pokémon, que se tornam uma ameaça contra
ele próprio (sua inocência e sua fraqueza ao calor). É também
legal da parte da roteirista como ela brinca com as expectativas do
espectador, primeiro nos fazendo pensar que Amaura estará seguro
sendo capaz de esfriar o ar ao seu redor, mas depois puxando nosso
tapete com Jessie e a maior ameaça de todas: o aquecedor! Também
ajuda muito o fato de que antes de tudo isso acontecer, ela já tinha
conseguido me conquistar completamente com o dinossaurinho – eu nem
ligava muito pra Amaura, tanto que escolhi o fóssil do Tyrunt e o
tive por toda a minha jornada em Pokémon X.
Uma
coisa que também não tem nas Pokédexes dos jogos e torna tudo
muito interessante é a existência da Conexão da Aurora, na qual o
Pokémon consegue criar uma aurora sobre sua localização com seu choro
– e que também gera um certo clima de tensão quando ela some do
ar e deixa nossos heróis no escuro sobre a situação do pescoçudo
de gelo. Eu também gosto muito de ver como Aurorus usa o poder –
conforme as Pokédexes de Pokémon
X & Y
– dos seus cristais para liberar gelo, tanto para esfriar o
ambiente para Amaura quanto para se defender do ataque de Wobbuffet.
E sim! Logo depois de eu ter reclamado sua ausência, a coisa azul
esquisita volta a aparecer ameaçadoramente. Aliás, se tem uma coisa
positiva do roteiro de Omode no episódio “Deixe
Tudo com a Serena!? A Selvagem Corrida Rhyhorn!” é
como todos os personagens contribuíram na ação contra a Equipe
Rocket, e aqui ela repete esse feito, ainda que no fim das contas
Aurorus faça todo o serviço praticamente sozinho, o que eu vejo como um pequeno defeito, especialmente para Serena e Fennekin.
Assim
como no episódio anterior, Dedenne e Serena estão bem
participativos e dinâmicos, o que deve querer dizer que finalmente
os roteiristas decidiram dar mais atenção aos dois. Há também a
confirmação broxante de que o ataque de Fennekin é só mais um
Poder Oculto (Hidden Power) – e não o Choque Psíquico (Psyshock) como todos esperavam –, mas é ótimo ver Serena partindo para a batalha e demonstrando ter conhecimento deste poder de seu Pokémon. Igualmente legal, é ver Meowth lindamente destruindo-o e enquanto eu realmente acho completamente normal que o felino seja mais forte que a raposinha, considerando o histórico praticamente zerado desta em batalhas, eu preciso concordar com aqueles que reclamam da interferência super desnecessária de Aurorus, que roubou uma oportunidade rara da garota que fazer algo a mais pra variar. Mas tudo indica que a vez dela ainda vai chegar. Oremos.
Além do
mais, vimos Ash treinando mais um pouco – algo que eu vinha
sinceramente sentindo falta considerando o quão próximo o Ginásio está.
Em
relação à animação, enquanto ela está perfeita no começo do
episódio, depois ela tem alguns traços tortos e uma noção espacial ruim –
como no confronto contra a Equipe Rocket, em que Alexa, Bonnie e
Serena por um momento não parecem estar no mesmo lugar que Ash e
Clément. Além disso,
minha
única reclamação é que, sob o pretexto de se usar a Conexão da
Aurora, Ash e Alexa esqueceram-se por um momento que tinham Pokémon
Voadores que também poderiam ser usados na busca, mas isso
infelizmente é um erro já tradicional na série. Considerando que
este episódio ainda se passa na Cidade de Ambrette e o próximo já
é a batalha no Ginásio de Cyllage, teremos
este salto de uma cidade para outra, sem a típica cena dos
Treinadores deixando a cidade em que estão para trás, algo estranho para o anime. Mas não se pode fazer nada, então
que venha a nossa segunda batalha de Ginásio em Kalos!
Considerações
finais:
- Bom, existem três coisas que eu queria dizer sobre o episódio passado que eu esqueci, então vou dizer aqui mesmo. Um bocado de pessoas reclamou do fracasso terrível de Serena tentando pegar Corsola. Entretanto, considerando que Ash, Dawn e May também tiveram momentos muito constrangedores em suas primeiras tentativas de captura de Pokémon, eu considero a falha da Treinadora iniciante completamente compreensível;
- Falando em captura, o primeiro Pokémon que May tentou pegar na região de Hoenn foi um Azurill, um Pokémon que eventualmente seria obtido por Misty. O primeiro Pokémon que Serena tentou pegar foi um Corsola, um que Misty já possui;
- Nos jogos, o Aquário de Ambrette também tem uma estátua de um Magikarp gigante dourado e é lá o local em que você ganha a Old Rod, a primeira vara de pescar do jogo. Entretanto, Luvdisc é o Pokémon mais comum de se pegar com ela em vez de Magikarp, como nas gerações passadas;
- Uma coisa que me incomodou um bocado no episódio passado foi como a Cidade de Ambrette parecia ser só uma praia e o Aquário, mas aqui conseguimos ver mais do seu centro, com casas e pessoas e florestas e etc, o que é muito bacana, mas é notável como ela parece bem menos agitada que as cidades anteriores. Entretanto, eu acho uma pena que aparentemente eles vão ignorar a Caverna Cintilante (Glittering Cave), um dos mais belos cenários dos jogos. Mas honestamente, eu não acharia estranho se o local voltasse a aparecer no futuro, se não com Ash e cia, talvez com Alan e Malon, já que ele é um dos locais atacados pela Equipe Flare e lar de uma Mega Pedra;
- Eu realmente odeio que o episódio do Skrelp foi pulado – até não ser totalmente fora de cogitação que ele seja exibido um dia, vou considerá-lo só pulado mesmo. O episódio parecia que ia mostrar Ash usando sua vara nova e talvez um treinamento. Com o episódio fora de circulação, me pergunto se eles vão se dar ao trabalho de editá-lo para exibi-lo fora da ordem como ocorreu com “Um Especialista em Pescaria em uma Competição de Pesca!” – adiado por supostamente conter imagens relacionadas com os terríveis maremotos que arrasaram o Japão em 2011 – ou só bani-lo pra sempre (a opção mais barata?). Aliás, vale dizer que "O Castelo no Leito do Mar! Skrelp e Dragalge!!" é o terceiro episódio envolvendo Pokémon tipo Água cancelado por causa de um desastre. O primeiro foi "A Batalha da Ilha do Tremor! Barboach VS Whiscash!!", banido por causa de um terremoto no Japão e junto com ele também os golpes Terremoto (Earthquake) e Magnitude;
- Eu gosto muito de Alexa mostrando surpresa em ver que Serena se juntou a Ash e cia e mencionando ter falado com Viola depois da batalha dela contra Grant. Também acho muito legal como Serena vai aos poucos se interessando pelos fósseis e deixando o frio de lado para brincar com Amaura sem problema. Eu também gosto de como o frio vai gradualmente incomodando os personagens;
- Enquanto eu achei a voz de Amaura uma fofura, eu não posso dizer o mesmo de Aurorus. Aqueles gritos eram perturbadores =P Aliás, a Equipe Rocket entra na área do Amaura e do Aurorus e tem dificuldade em ver ambos. Sério. Com aquele tamanho todo??? Lógica kd???
- E quem mais aí acha que a Equipe Rocket precisa de uma nova sequência para o seu lema levanta a mão o/////
- Cláudio, você acertou todos os episódios \\\o/// Seu prêmio é o direito de escolher um episódio de Pokémon para ganhar uma review especial. QUALQUER UM. Parabéns! =DD