Pokémon:
Black & White #3
O
Volume #3 do mangá Pokémon: Black &
White (o #45 de Pokémon Special)
chegou (oficialmente) às bancas brasileiras no último dia 29 de janeiro. E se as duas primeiras edições davam passos mais lentos na
jornada de Black rumo à Liga Pokémon para apresentar devidamente todos os
personagens-chave dessa aventura, o autor Hidenori Kusaka pode acelerar mais o processo agora que todos os ases estão devidamente postos à mesa. Desta vez,
vemos o jovem Treinador e sua fiel companheira White chegarem a Nacrene,
atravessarem a Floresta Pinwheel e a Ponte Flecha Celeste (Skyarrow Bridge) até
a Cidade de Castelia! No caminho, temos duas batalhas de Ginásio, dois
confrontos contra a Equipe Plasma e a apresentação de diversos novos
personagens! Mas a grande temática desse volume é sem dúvida o amadurecimento
da relação entre Black e White.
É
adorável a forma como, pouco a pouco, um vai se importando com o objetivo do
outro. Diferente do que ocorre com os outros protagonistas viajando juntos com objetivos diferentes já vistos no
mangá e no anime, a problemática aqui é que os de Black e
White se chocam de forma muito maior. Sendo funcionário de White, Black e
Tep precisam ceder seu tempo para os projetos que a chefe arruma para eles. Ao
mesmo tempo, White precisa ser compreensiva o bastante para entender quando o Treinador precisa seguir para sua próxima batalha de Ginásio ou fazer seus
rotineiros treinamentos. Há um bocado de conflito e desencontros nesse
processo, mas ambos vão ao pouco entrando mais no mundo um do outro.
Se
no começo, White precisa exigir que Black dedique-se mais para conseguir
clientes para a Agência BW, ao final, embora ainda não tenha pegado o jeito,
ele ao menos se preocupa honestamente com o trabalho e
vice-versa. A menina, em especial, parece evoluir mais nesse sentido. Ela passa
a admirar Black por suas habilidades de batalha e detetivescas e seu empenho
para conquistar o que quer. Sua decisão de pedir que ele e Tep continuem com
ela, mesmo após quitarem os custos pelo equipamento quebrado no
volume passado, em troca de apoio e patrocínio mostra o quanto a presença dos
dois se tornou importante para ela - algo que eu acredito que vá além da
necessidade que ela tinha de explorar a imagem do popular casal Tep e Pipig - e o quanto ela acredita no seu parceiro e no sonho dele. Isso também pode ser percebido em sua eventual decisão de ir assistir a
uma batalha de Ginásio de Black ao constatar que ainda não havia visto nenhuma.
Já Black
faz um grande progresso ao enfrentar o grande dilema de usar ou não Tepig em sua
batalha decisiva contra Burgh, correndo o risco de prejudicar White. Embora no
fim das contas ele tenha optado por evoluir seu Pokémon, é um progresso e tanto para alguém que fora egocêntrico o bastante para pensar só em si mesmo e acabar estragando o começo da jornada de seus amigos Cheren e Bianca. Além disso, esse é um daqueles
momentos inevitáveis em que os sonhos dos dois acabam colidindo e uma
escolha acaba tendo que ser feita, seja para o bem ou para o mal - e a Pokédex de Unova não traz um botão B. Felizmente,
White age da melhor maneira possível ao repensar toda a campanha publicitária
em torno dos porquinhos de fogo, mostrando toda a maturidade e graça que possui.
É
particularmente interessante ver como Black desconhece a evolução de Pignite. Considerando
o quanto ele estudou sobre Pokémon - sendo esperto o bastante para identificar
a identidade dos monstrinhos no Modo Detetive através das pistas mais sutis, manter a distância segura entre Braviary e Venipede e
até ter facilidade para encontrar a entrada secreta para a arena de Lenora por
estar habituado a passar longas horas estudando em bibliotecas -, não parece
ser só um caso de amadorismo. Nos jogos, os Pokémon Iniciais são extremamente
raros. Eles não podem ser encontrados em ambientes selvagens e até são tratados
pelos Pesquisadores Pokémon de algumas regiões como novas descobertas, então parece que no próprio mangá eles também mantém essa raridade e mistério.
O desconhecimento da evolução por parte de Black também remete ao Volume #1, quando ele decidira pesquisar a evolução de Tepig para lhe dar um apelido que combinasse
com sua forma final - como é sua tradição -, mas acabou interrompido
pelo porquinho, que não queria que seu Treinador o valorizasse apenas pelo seu futuro
potencial. Falando em apelidos, é legal como apesar de Black chamar seu
Galvantula de Tula, na ficha dos personagens ao fim de cada capítulo o apelido
não é usado como consequência do fato de Black não ser seu Treinador Original,
não podendo, portanto, apelidá-lo oficialmente. Pergunto-me se no caso de Nite, a mudança do
apelido será contabilizada nas fichas futuras ou não.
Kusaka
tem surpreendido positivamente também ao tornar a evolução de White na história
algo palpável. Seu objetivo de agenciar Pokémon e levá-los ao sucesso, diferente
dos objetivos mais comuns no mundo Pokémon, não envolve coletar nada nem competições nem evoluir seus Pokémon, logo se torna
desafiador passar um senso de progresso, mas o autor tem sido bem-sucedido
nessa questão. A personagem continua esbanjando inteligência e talento para os
negócios, ao conseguir promover sua Agência BW e elaborar as melhorar ideias para
expor seus grandes astros Tep e Pipig, e mudando a estratégia para comportar Pignite. Sua maior
conquista, porém, é lançar sua ideia do Musical Pokémon para o conselho de Nimbasa com o propósito de reavivar o
interesse pela Cidade de Nimbasa, ganhando a atenção não só do prefeito, mas
também de Elesa!
Líderes de Ginásio
Falando em Elesa, o
Volume #3 também é recheado de Líderes de Ginásio! Além de Black conseguir mais
duas Insígnias, pela primeira vez, temos todos eles vistos juntos em um dos
painéis desenhados por Satoshi Yamamoto. Isso também nos dá a confirmação de
que, assim como em Pokémon Black
Version, o Líder de Opelucid é Drayden e não a menina Iris. Essa classe de
Treinadores sempre muitíssimo bem valorizada por Kusaka, que sabe
expandir sua participação para fora das quatro paredes de seus Ginásios e
envolvê-los na história de formas interessantes desde antes do anime e dos jogos decidirem que isso era uma boa ideia.
Nas quatro paredes dos Ginásios, Black encara Lenora e Burgh e ambas as batalhas provaram-se
decepcionantes de formas diferentes. No charithought passado eu falei como o nível dos
Pokémon não parecia muito coerente com a força mostrada nos capítulos, em
especial no caso do Tep - um erro que persiste aqui (ele sobe de nível entre capítulos em que nem mesmo o vemos batalhar). Todavia, eles são muito úteis para justificar
o confronto contra Lenora. Não fossem os altos níveis de Musha e Bravy, sua
enorme resistência contra os vários golpes aplicados pelo Stoutland de Lenora não teria
feito o menor sentido. Mas o que realmente me incomoda é como Black
simplesmente depende da pura resistência dos seus Pokémon para vencer. Ele não
pensa em nenhuma estratégia esperta o bastante além de contar com o dano de
recuo do Desmantelar (Take Down) do cachorrão da Líder e desvendar, tarde demais, o Último Recurso.
Justiça
seja feita, Kusaka merece algum mérito pela forma como explica as evasivas fáceis
do Stoutland de Lenora pelo aprimoramento de uma característica natural de seu
tempo enquanto Lillipup. Ele combina bem o lance da
"trajetória" do Pokémon com a paixão de Lenora pela arqueologia.
Chama também a atenção como essa batalha se assemelha com a do anime, ambas
distanciando-se da dos jogos (focada em Retaliação), com a diferença de que
enquanto na versão animada, a Líder também prendia o Pokémon trocado na arena
com Olhar Malvado (Mean Look), na versão impressa apenas a troca forçada com
Rugido é utilizada - me fazendo achar a do anime bem mais inteligente (afinal forçar a troca e deixar seu oponente livre para destrocar não é muito esperto).
Já o
confronto com Burgh foi um bocado melhor em relação às estratégias de Black,
especialmente com a tática usada na luta Tula VS Leavanny - que envolve usar o
fio tecido pelo Galvantula para envenenar o oponente. A forma como Bravy
derrota Whirlipede também faz jus ao alto nível do Pokémon e à sua vantagem de
Tipo. O uso de Dwebble e sua estratégia de Derrubada (Smack Down) também é uma
ótima ideia - e ao mesmo tempo simples (o que também é bacana) -, mas é uma pena que, novamente, Black não tenha nenhuma forma boa o
bastante para contra-atacá-la a não ser contar com uma evolução de última hora.
Chega
a ser irônico como o aspirante a Campeão não arrasa tanto dentro dos Ginásios
como fora deles. Ele é um estrategista bom o bastante para ocultar seu time e seu potencial de Burgh na missão de recuperar as ossadas do Museu de
Nacrene, enquanto ao mesmo forçando o Líder a expor seu time justamente devido ao seu vasto conhecimento sobre seus oponentes - mas ainda parece indefeso diante de suas táticas. E se dentro dos Ginásios ele não vai tão
bem quanto deveria, não há absolutamente falha alguma em sua
performance contra o Faxineiro Geoff na Ponte Flecha Celeste. Seu uso de Tep e
Tula para passar por cima das barreiras de Trubbish e Cinccino é um ótimo
exemplo do que ele realmente deve entregar como Treinador.
Sobre
os demais Líderes de Ginásios, suas aparições servem mais para preparar o
terreno para eventos maiores no futuro, como Elesa e o envolvimento com o projeto
do Musical Pokémon. Temos também a revelação - que com certeza quem já conhecia
o personagem deve ter deduzido - de que foi Clay quem encontrou a Pedra das
Trevas (Dark Stone) na escavação da Montanha Trançada (Twist Mountain). Ele nos dá algumas
informações preciosas sobre a pedra (ela dá choque) e pede que Lenora a
investigue no Museu de Nacrene. Ambos têm participações pequenas, mas já
apresentam personalidades bem delineadas.
Uma coisa
estranha, porém, é o tempo em que algumas ações ocorrem. Assim que termina de
falar com Clay em "VS Stoutland - Origem", Lenora anuncia que irá
para Driftveil buscar a Pedra das Trevas (Dark Stone) "agora mesmo",
com Clay inclusive dizendo que está esperando por ela. Porém, no capítulo
seguinte, "VS Cofagrigus - Ossos de Dragão" ela fala por videofone que
está no meio de uma "batalha de Ginásio". Honestamente, a fala parece
um erro de tradução já que Lenora não aparece em nenhum outro momento do
capítulo - mesmo quando a ossada de Dragonite é recuperada e devolvida ao Museu
(embora se ela estivesse mesmo numa batalha de Ginásio, isso também explicaria
a ausência dela). Há também a possibilidade de ela ter voado e voltado no mesmo dia - em Pokémon Special, os Treinadores podem Voar em seus Pokémon, como jogos (ao menos até GSC podiam) -, mas a pedra não constava entre os itens roubados pelos Plasmas junto com os outros itens antigos (e ela certamente era valiosa para eles).
Quem
também tem sua estreia aqui é Iris. Ela aparece na Cidade de Castelia com Burgh
e sua interação com ele é ótima de se ver. Ela pode acabar com o coração
dele com sua cruel honestidade infantil, mas também é esperta o bastante para
saber como recompô-lo. Burgh em si também é um personagem divertido de se ver,
com seu jeito bem alegre, sensível e extrovertido, fugindo da austeridade comum
aos Líderes de Ginásios. Em diversos momentos, Iris - aparentemente bem mais
esperta e interessante que sua contraparte animada - parece superá-lo em inteligência, assim
como Black.
Geralzão
A
arte de Satoshi Yamamoto está muito inspirada e humorística nos capítulos
compilados neste volume. Logo na apresentação ele nos relata a dificuldade que
teve não só se envolvendo com os fãs, mas também em dar uma personalidade
distinta a cada um dos personagens, para que cada um parecesse único. E parece que isso surtiu efeito e melhorou seu humor. Há um bocado de quadros e momentos engraçados.
Num dos mais geniais deles, o balão de fala de Iris dando sua opinião sincera
sobre a mais nova obra de Burgh atravessa o peito do Líder como uma flecha. Também
é legal ver como Black praticamente o joga para o fundo do Ginásio e passa pelo
mel sem se importar com a arte que deveria admirar.
A
Equipe Plasma retorna e desta vez temos a introdução de mais alguns Sábios e
também da Tríade da Sombra. Conceitos como os do "Herói", a fundação
de Unova e a revelação de que o Pokémon que eles buscam é Zekrom, o "Ideal"
de Unova", (outro elemento de Pokémon
Black Version que Kusaka incorpora à história) são apresentados - tantos
conceitos que o final do volume traz até um apêndice organizando as ideias para
o leitor. Ataques como os roubos no Museu de Nacrene e do Pokémon de Bianca são
retratados com as devidas alterações (nos jogos, é roubado o crânio apenas e
não a ossada inteira e Bianca possui um Munna, não um Litwick - esta mudança
é provavelmente uma consequência do fato de Black possuir um Munna na
história) e mostrados de forma bacana, mas sem merecer grande destaque.
Outros
elementos dos jogos também dão as caras e é legal ver como eles são retratados. Temos o presidente da Battle Company aparecendo como
faxineiro na Ponte Flecha Celeste (nos games ele usa o traje no próprio prédio
para enganar os visitantes), o Empório do Café (Café Warehouse) e seu icônico músico,
a Floresta Pinwheel (com uma aparição breve de Virizion) e a própria Ponte Flecha Celeste. A Cidade de Castelia
também é muitíssimo bem retratada, com seu gigantismo, a facilidade em se perder nela, sua gente pra todo lado,
seus vários prédios e construções cheios de coisas pra fazer e lugares pra ir. É
notável, porém, como a Rota 3 com as creches que haviam lá e a Caverna
Wellspring foram completamente ignoradas, assim como o roubo de Pokémon pela
Equipe Plasma que acontecia ali - provavelmente porque já tínhamos roubos o
suficiente para ver.
Pessoalmente,
o ponto mais intrigante é como Kusaka pretende trabalhar o Zorua misterioso. Nos
jogos, ele é apenas parte de um evento ativado com um Celebi para dar ao
jogador a oportunidade de pegar esse Pokémon que era raro na época. Porém, o
roteirista parece realmente interessado em explorar mais o pequenino
encrenqueiro, tornando um capítulo que podia ser muito só um filler (VS Zorua -
Perdidos) no potencial começo de uma história bem legal (mas o que aquele Snivy tá fazendo ali com ele?). No geral, Pokémon: Black & White continua se
desenvolvendo como uma história bem bacana, cheia de referências aos games e
com uma trama sólida. Black e White são personagens ótimos de se acompanhar e
eu estou curioso para ver aonde Kusaka vai levá-los, especialmente a garota. Sua
preocupação em contar uma história que pareça diferente e interessante é
visível e a torço é para que ele tenha conseguido. Porém, sua falha está sendo em
mostrar Black muito preparado para conquistar seu sonho fora dos Ginásios, mas
não tão preparado dentro deles, algo que precisa ser consertado para não tornar seu personagem alguém que não convença.
A
edição da Panini continua com a mesma qualidade dos volumes anteriores - o que
quer dizer muito bom, mas ainda com espaço para melhoras (algumas páginas da
minha cópia vieram com uns borrões, mas que não incomodam tanto nem são
frequentes quanto aqueles que eu vi no primeiro Volume #2 que comprei e eles trocaram pra mim). No campo
da tradução, Take Down e Smack Down são ambos golpes que poderiam ser
traduzidos como Derrubada, mas como apenas o Smack Down envolve o Pokémon sendo
realmente derrubado, eu entendo a decisão da Pokémon Company
de colocar Take Down como Desmantelar. Pode soar estranho, mas a tradução Golpe Baixo que o anime usou por anos
na tradução da Centauro nunca foi adequada. Na minha lista pessoal, eu
até havia traduzido Take Down como Derrubada e Smack Down como Derrubar.
Porém,
eu localizei dois problemas. Um deles é de mero cunho pessoal: os nomes dados a
Air Slash e Whirwind, Golpe de Ar e Ataque de Vento, respectivamente, são
extremamente genéricos e, similar a Ataque de Chamas, carecem de criatividade. Além
do problema mencionado acima sobre a localização de Lenora durante o sumiço da
ossada (que pode ser muito bem não ser um erro de tradução, mas uma possível
incoerência de roteiro), eu também identifiquei uma frase de Black que soa
estranha, logo no começo do capítulo "VS Stoutland - Origem". Ele diz
"O Patrat da Lenora tá quase desmaiando", mas o Pokémon já desmaiou. Tanto
que ele é imediatamente trocado.
A edição
da Panini também serve para encerrar um grande e longo dilema pessoal similar
ao do Concurso/Torneio que eu enfrentava: qual seria a tradução certa para o
Dark-type? Logo que fora apresentado ao público brasileira pela revista Pokémon Club lá no começo dos anos 2000,
o novo tipo na época era chamado de "tipo Noturno". O nome funcionou
muito bem, especialmente porque aqueles jogos traziam a divisão de dia e noite
e Pokémon que só podiam ser encontrados após o por do sol. O nome
"Noturno" acabou amplamente difundido entre os fãs, mas nunca foi
usado de fato no anime devido ao fato de que Dark não se traduz como Noturno e nenhum dos tradutores que encontraram o termo eram verdadeiros conhecedores da franquia. Traduções
como tipo Escuro, Sombrio e Trevas foram usadas, mas nenhuma delas de forma
regular e muitos fãs mais recentes traduzem-na para Trevas ou falam
simplesmente "Dark". Ao definir que Dark-type é mesmo tipo Noturno no
Brasil - e lembrando que a Panini tem o respaldo e aprovação da Pokémon Company
- o assunto parece finalmente encerrado e agora posso usar tipo Noturno sabendo
que este é, afinal, o nome definitivo e dormir em paz.
Consideração final:
Consideração final:
- A polêmica de Lenora e o avental rendeu mesmo! Pra quem não sabe, arte oficial de Lenora à época do lançamento de Pokémon Black & White continha um avental. Porém, quando o episódio da Líder do Ginásio de Nacrene estreou nos EUA, todo mundo notou que seu avental não estava mais presente. Todo mundo acreditou que fosse censura da The Pokémon International Company. Não era. A mudança também foi aplicada à arte oficial da personagem no site oficial japonês e nas reprises dos episódios com Lenora dentro do próprio Japão e nos DVDs que os continham. O motivo é muito simples: no passado a Nintendo e a Pokémon Company enfrentaram queixas (bastante razoáveis, por mais que as pessoas tentem justificar que não) de que a arte original do Pokémon Jynx era racista, por ser assemelhar muito à forma como negros eram comumente caricaturados no ocidente. A Nintendo eventualmente reconheceu o problema e, para evitar mais conflitos, alterou o design do Pokémon e o problema foi resolvido - embora eles evitem chamar atenção para ela de qualquer maneira para evitar mais polêmica (eles MORREM de medo delas… apesar de haverem tantas). Anos depois eles decidem criar uma Líder de Ginásio negra. Além de ser boa em batalhas, ela era altamente inteligente, durona e trabalhava como arqueóloga… mas aí ela tinha um avental estilo tia Nastácia. Por que dar uma avental de cozinha para uma mulher cuja profissão tem nada a ver com isso eu não quero nem começar a especular (o velho problema e maligno problema do esteriótipo?), mas eles perceberam a burrada que haviam feito e refizeram a arte, tirando o avental de cima da roupa e colocando-o sobre o ombro, pendurado para trás. No anime, o avental foi removido completamente. A versão do episódio de Lenora exibido no Japão e presente nos DVDs lançados lá também não contam com a presença do item. Quando o capítulo da batalha de Ginásio de Pokémon Special foi lançado pela primeira vez na terra do sol nascente, era possível ver Lenora trajando-o até o momento em que ela o lançava para longe no começo da batalha contra Black. Depois disso, Lenora nunca mais era vista com ele. Quando o capítulo foi compilado no volume, o único vislumbre do avental que temos é quando ela está com ele dependurado sobre seu ombro e o lança para fora - como na edição lançada no Brasil (na versão da Viz Media nos EUA ele também foi totalmente removido). E, com certeza, Lenora fica bem melhor sem avental!